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| Sunday, 3-Jun-2007 16:05 |
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>>Jornal do Ônibus ::Edição 000/2007 do JORNAL DO ÔNIBUS
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JORNAL DO ÔNIBUS
Edição 000/2007
*posts com variados assuntos
Por Lucas Filipe
Hoje estréiamos a 1º Matéria do Jornal do Ônibus com posts de vários assuntos e também do "Ônibus", notícias, novidades, lançamentos, tudo que é assunto de ônibus, e alguns casos interessantes serão retratados aqui também ,no JORNAL DO ÔNIBUS.
::>INFORMAÇÃO
Mas afinal, o que é um busólogo?
termo Busólogo não consta em nenhum dicionário e apesar de possuir dois radicais gregos (bus = transporte e logos = estudo), a palavra surgiu no Brasil com o engenheiro Hélio de Oliveira, designer de ônibus e ex-funcionário da extinta fábrica de carrocerias Thamco. Como admirava o seu trabalho com os ônibus a ponto de coletar todo o material possível que estivesse relacionado a ele, fundou em abril de 1979 o CDO (Clube do Design de Ônibus), entidade civil formada por colecionadores e admiradores de carrocerias. Por causa disto, lá pelos idos de 1986 os colegas de Hélio na Thamco começaram a chamá-lo de busólogo. Do apelido surgiu o nome para sua paixão: Busologia.
A Busologia não se trata de uma ciência, e sim de uma espécie de hobby ou passatempo um tanto complexo para se entender o porquê de uma pessoa criar um interesse por ele. Ainda mais levando em consideração que muitos cultivam esta preferência desde criança e dificilmente sabem explicar o motivo. De acordo com relatos de busólogos, surgiu uma teoria que quando a criança freqüenta muito o meio dos ônibus como terminais e garagens, este desenvolve um interesse maior no assunto, se bem que o mesmo pode acontecer tranqüilamente depois de adulto. Só que quem desenvolve este interesse sempre fica receoso com a opinião dos outros, ou seja, muita gente pode ser considerada como busólogo mas não tem coragem de assumir que gosta de colecionar coisas como bilhetes de passagem e fotos de ônibus velhos e acabados.
Ninguém toma a busologia como profissão, ela consiste basicamente na pessoa que se interessa em obter informações e colecionar todo e qualquer material relacionado ao universo do ônibus como fotos, brindes, cartazes, revistas, livros e informações em geral registrando assim, meio que sem querer, a evolução do transporte coletivo. Mas mesmo se tratando de um hobby, quem o exercita o faz com muita seriedade. Tanto é que muitas empresas reconhecem e apoiam os busólogos, inclusive acatando suas sugestões e pedidos, porque é de se esperar que os mesmos sejam maioria nas ligações ao serviço de atendimento das empresas. Um exemplo de reconhecimento vem da Viação Itapemirim, que chega a dedicar uma seção de sua revista de bordo à história do ônibus, seção esta escrita pelo próprio Hélio de Oliveira, do CDO.
Um outro avanço atingido veio com o advento da Internet. Em uma sociedade que valoriza o transporte individual, o fato do ônibus ser um meio de transporte fortemente taxado de "coisa de pobre" inibia os aficionados por ônibus de assumirem sua preferência. O surgimento dos primeiros sites de busologia mostrava a estas pessoas que havia mais gente que possuía a mesma paixão e as encorajava a exercitarem e difundirem amplamente o hobby dando origem a grupos de discussão, onde os busólogos conheciam via e-mail (ou seja, com mais agilidade e difusão) outras pessoas que também gostavam de ônibus. Hoje há várias listas de discussão onde os integrantes trocam informações, opiniões, idéias, material para a coleção (fotografias principalmente) e desenhos feitos a mão ou no computador. Atualmente há listas que chegam a ter 500 integrantes ativos.
Isso fez com que surgissem nos terminais rodoviários e garagens de empresas inúmeros busólogos registrando em fotografia os diversos modelos de ônibus existentes no Brasil, coletando qualquer material que parecesse interessante e sondando qualquer novidade que surgisse. Este foi o momento em que as empresas notaram a grandeza que ganhou o movimento, ainda assim estranhando a preferência. E não demorou para que os integrantes das listas começassem a se organizar via Internet para promoverem encontros ao vivo, onde pudessem exercitar todas estas atividades em conjunto, ganhando assim mais peso e credibilidade. É a prova da veracidade do velho provérbio de que "a união faz a força".
E foi assim, desses encontros entre busólogos que se realizavam na maioria das vezes na Rodoferroviária de Brasília e na Rodoviária de Taguatinga, que surgiu a idéia de que houvesse uma entidade, ainda que informal, que representasse colecionadores, hobbystas e interessados em geral pelo assunto, seguindo um movimento que começou a ganhar corpo em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Depois de várias reuniões e encontros realizados para criar a estrutura da entidade, em um destes encontros, realizado no dia 6 de julho de 2003 na cidade-satélite do Gama, surgiu a União dos Busólogos do Planalto (cuja sigla seria PLABUS) que congregaria busólogos do Distrito Federal, Goiás e regiões próximas. Tal entidade teria importância não só para que a busologia ganhasse o reconhecimento de empresas, governo, entidades representativas (como CNT, Abrati, NTU, ANTP etc.) e da sociedade em geral, mas também para promover estudos e buscar soluções para melhorar o transporte coletivo e fazer do ônibus uma alternativa de transporte para todas as classes sociais (e não só para as camadas mais baixas) que contribuiria para a diminuição de veículos nas ruas e para o desenvolvimento das cidades.
http://www.eonibus.hpg.ig.com.br/plabus/index.htm
ATÉ A PRÓXIMA ATUALIZAÇÃO.
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